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Peso Pesado do Washington é enviado ao Brasil

Não demorou.

Dias após o Congresso brasileiro ter aprovado o projeto de lei que descriminaliza o usuário de drogas, um peso pesado do Departamento de Estado foi enviado ao Brasil para discutir, entre outras "questões de segurança, incluindo terrorismo e narcotráfico”, segundo este press release do Consulado-geral dos Estados Unidos em São Paulo:

Brasília, 19 de fevereiro de 2004 — O subsecretário de Estado Marc Grossman, o oficial mais graduado do Departamento de Estado para assuntos políticos está visitando o Brasil nos dias 18 e 19 de fevereiro. Após conhecer as novas instalações do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo em 18 de fevereiro, Grossman terá reuniões no dia 19 com autoridades de alto escalão do governo brasileiro em Brasília. Essas discussões anuais são parte do diálogo bilateral permanente entre os Estados Unidos e o Brasil.

Nas reuniões com as autoridades brasileiras, o subsecretário Grossman irá debater uma série de assuntos bilaterais e multilaterais. Entre os tópicos a serem discutidos estão as relações bilaterais, a posição dos dois países sobre assuntos de importância global e regional, as Nações Unidas e questões de segurança, incluindo terrorismo e narcotráfico.

Vamos aproveitar esta oportunidade para ver quem faz parte do time em campo na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília e no Consulado em São Paulo, e suas histórias que coincidem justamente com as ações sujas e outras atrocidades da Embaixada norte-americana nessas regiões. Assim teremos outra perspectiva sobre a campanha de difamação que foi iniciada contra os principais apoiadores da reforma na política de drogas no Brasil, justo no momento em que este movimento está no limiar da vitória...

O Cônsul-geral norte-americano Patrick Duddy (veja sua ficha aqui) chegou há pouco no Brasil.
Interessante é que seu currículo oficial afirma que…

"O sr. Duddy ocupou anteriormente o cargo de Ministro Conselheiro na Embaixada Americana da Bolívia. Diplomata de carreira do Serviço Diplomático Americano, na qualidade de Ministro Conselheiro, o cônsul geral Duddy trabalhou também nas embaixadas americanas no Chile, República Dominicana, Costa Rica, Paraguai, Panamá, e no Departamento de Estado, em Washington. D.C... Ele tem também mestrado em Estratégia de Segurança Nacional do National War College."

O nome "Duddy" é familiar aos leitores do Narco News, uma vez que o oficial da Embaixada na Bolívia revelou agora, através de um apelo ao Estatuto de Liberdade de Informação feito por Jeremy Bigwood, ter enviado um telegrama confidencial a Washington, como o Narco News noticiou:

Um memorando enviado pela Embaixada dos Estados Unidos em La Paz, Bolívia, ao Secretário de Estado Colin Powell e outros oficiais em Washington, em dezembro passado, revela que os oficias norte-americanos sabiam que em 6 de dezembro de 2001 o líder do sindicato dos plantadores de coca Casimiro Huanca havia sido assassinado pelas forças de segurança do Governo boliviano.

Este oficial era o mesmo Patrick Duddy, agora promovido a Cônsul-geral em São Paulo. Tornado referência na Embaixada em La Paz por conta da guerra suja contra os movimentos sociais, ele agora surge no Brasil, onde a reforma na política de drogas está caminhando com velocidade impressionante. A pergunta é: Será que o Sr. Duddy está repetindo as mesmas manobras que realizou na Bolívia, agora no Brasil, quando neste momento líderes e movimentos pró-reforma da política de drogas estão sendo atacados com falsas acusações?

A Embaixadora norte-americana Donna Hrinak (veja sua ficha aqui), tem uma longa experiência no "Foreign Service:

"Donna J. Hrinak é a embaixadora dos EUA junto à República Federativa do Brasil. Ela chegou a Brasília no dia 19 de abril de 2002 e apresentou suas credenciais ao presidente Fernando Henrique Cardoso quatro dias depois.

De julho de 2000 até essa nomeação, ela serviu como embaixadora dos Estados Unidos na Venezuela.

Estude estas datas cuidadosamente, caro leitor:

Ela era Embaixadora na Venezuela durante a tentativa de golpe militar em 11 de abril de 2002, e após o fracasso do golpe ela foi rapidamente removida e transferida para o Brasil. Em outras palavras, ela foi a mais alta autoridade norte-americana na Venezuela por quase dois anos, liderando a tentativa de golpe, e nos seus três dias de duração. Menos de uma semana após o ocorrido – puff – ela desaparece da cena do crime e é lançada a novas cenas de crime.

Sua ficha é recheada com locais interessantes e datas que correspondem a diversas fraudes eleitorais conhecidas, assassinatos, e atrocidades desde o México ao Haiti e Caribe....

"Anteriormente foi embaixadora na Bolívia (1997-2000) e na República Dominicana (1994-1997)... De 1991 a 1993, a embaixadora Hrinak foi subsecretária-adjunta para Assuntos Interamericanos, responsável pelas políticas e relações dos EUA com o México e o Caribe. Antes disso, serviu como ministra-conselheira na Embaixada dos EUA em Tegucigalpa, Honduras. Também ocupou cargos diplomáticos em Caracas, Venezuela; São Paulo, Brasil; Bogotá, Colômbia; Varsóvia, Polônia e na cidade do México. No Departamento de Estado, trabalhou como encarregada de Assuntos Regionais para a América Central. A embaixadora Hrinak ingressou no serviço diplomático ("Foreign Service") em 1974.

Em defesa dos líderes brasileiros do movimento para a mudança na política de drogas, que se vêem como alvo das táticas difamadoras de Duddy-Hrinak, o Narco News já enviou nossa famosa “cobertura massiva” através do território brasileiro e a Washington DC a fim de chegar ao fundo desses rumores difamatórios aos quais nos referimos ontem aqui na Narcosphere.

Já juntamos evidências interessantes a respeito da falsidade das acusações, da inocência dos acusados, e da hipocrisia dos diversos acusadores. Quando nossa investigação estiver pronta, divulgaremos tudo.

Enquanto isso, Hrinak e Duddy estão colocados na “Zona de Vigilância Máxima” do Narco News.

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